sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Introdução ao Movimento da Esquerda Libertária

Introdução ao Movimento da Esquerda Libertária

Por Samuel E. Konkin III

"Contudo, nós somos a Esquerda Libertária, não a Esquerda "socialista". O socialismo, apesar do número de seus adeptos atualmente, nunca teve o monopólio do termo Esquerda, e foi freqüentemente apenas uma parte menor do movimento de resistência anti-establishment. Hoje em dia, a social democracia e o comunismo são o establishment da maioria dos estados do mundo. O Movimento da Esquerda Libertária se opõe a todos os estados, mesmo aqueles cujos líderes se chamam de Esquerdistas (em auto-contradição). Aqueles que desejam viver comunalmente ou em associação com trabalhadores (ou com quem quer que seja) são livres para fazer isso numa sociedade libertária. O Movimento da Esquerda Libertária se posiciona economicamente por um Livre Mercado tão livre a ponto de fazer com que ultra-conservadores pareçam socialistas ou fascistas."

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O Direito de Ignorar o Estado

O Direito de Ignorar o Estado

Por Herbert Spencer

"Como corolário à proposição de que todas as instituições devem ser subordinadas à lei da igual liberdade, nós não temos escolha além de admitir o direito do cidadão de adotar uma condição de proscrição voluntária. Se todo homem tem a liberdade de fazer o que desejar, desde que não infrinja a igual liberdade de qualquer outro homem, então ele é livre para abandonar ligações com o estado — para recusar sua proteção e para se negar a custear seu suporte."

"Além disso, de fato, nós não vimos que o governo é essencialmente imoral? Não é ele o descendente do mal, trazendo todas as marcas de sua origem? Ele não existe porque o crime existe? Ele não é forte — ou, como dizemos, despótico — quando o crime é grande? Não há mais liberdade — isto é, menos governo — quando o crime diminui? E não deve o governo cessar quando cessa o crime, pela própria falta de objetos sobre os quais executar sua função? O poder autoritário não existe apenas por causa do mal, mas através do mal. A violência é empregada para mantê-lo, e toda violência envolve criminalidade. Soldados, policiais e carcereiros; espadas, cassetetes e correntes são instrumentos para infligir dor; e toda inflição de dor é, em abstrato, errada."

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Livre Mercado Anti-capitalista?


Socialismo de Estado e Anarquismo: Até onde concordam e em que diferem

Por Benjamin Tucker

"Quando Warren e Proudhon, ao perseguir suas buscas por justiça ao trabalho, vieram a se deparar com o obstáculo dos monopólios de classe, eles viram esses monopólios como sustentados pela Autoridade e concluíram que a coisa a ser feita não era fortalecer essa Autoridade e assim tornar o monopólio universal, mas extirpá-lo totalmente e assim fazer brandir o princípio oposto, a Liberdade, ao fazer a competição, a antítese do monopólio, universal. Eles viam na competição o grande nivelador de preços ao custo de produção do trabalho. Nisto eles concordaram com os economistas políticos. A pergunta então que se apresentou era por que os preços não caíam ao custo do trabalho; onde há qualquer espaço para rendas adquiridas de outra forma além do trabalho; em suma, por que o usuário, o recebedor de juro, aluguel e lucro, existe. A resposta era encontrada na presente competição unilateral. Foi descoberto que o capital tinha manipulado a legislação de fora que a competição ilimitada só era permitida na oferta de trabalho produtivo, assim mantendo os salários abaixo do ponto da fome, ou tão perto dele quanto possível; que uma grande porção de competição é permitida na oferta de trabalho distributivo, ou no trabalho das classes mercantis, assim mantendo, não os preços dos bens, mas os lucros dos mercadores sobre eles abaixo do ponto em que salários eqüitativos se aproximam do trabalho dos mercadores; mas que quase nenhuma competição é permitida na oferta de capital, da ajuda do qual tanto o trabalho produtivo quanto o distributivo dependem para seus completar suas realizações, assim mantendo a taxa de juros sobre o direito e sobre os aluguéis de residências e de terras num ponto tão alto quanto as necessidades das pessoas podem suportar."

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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Luta de Classes Corretamente Compreendida

A luta de classes corretamente compreendida

Por Sheldon Richman

"À luz das palavras de Marx, vale a pena explorar “o desenvolvimento histórico dessa luta de classes”, a partir da perspectiva dos liberais clássicos. Em um primeiro momento essa análise de classes pode parecer paradoxal. Os defensores do livre mercado têm por um bom tempo enfatizado que o comércio introduz formas, cada vez mais elaboradas, de colaboração social, através da divisão do trabalho e do livre comércio. Como apontou Ludwig Von Mises, a compreensão que a especialização e o comércio permitem benefícios mútuos ilimitados induz as pessoas a deixar de lado suas diferenças e a cooperar no processo produtivo. Mas como os liberais clássicos do início do século XIX poderiam ter se interessado pela luta de classes?"

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Vigilância Comunitária, Firmas de Proteção e Tribunais Populares

Serviços de defesa no livre mercado

Por Murray Rothbard

"Estes economistas e outros, que defendem a filosofia do laissez-faire, acreditam que a liberdade do mercado deve ser conservada e que os direitos de propriedade não podem ser infringidos.  Entretanto, acreditam piamente que o serviço de defesa não pode ser fornecido pelo mercado e que defesas contra invasão de propriedade devem ser, portanto, adquiridas fora do livre mercado, por meio da força coercitiva do governo.  Com esse argumento, caem em uma contradição insolúvel, visto que aprovam e advogam a maciça invasão de propriedade pelo mesmo órgão (governo) que deveria proteger as pessoas da 
invasão!"

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Anarquismo "Capitalista"?



O individualista e o comunista: um diálogo 

Por Voltairine de Cleyre & Rosa Slobodinsky

"Anarquismo capitalista? Ah sim, se você o quiser chamar. Nomes são indiferentes para mim. Não tenho medo de rótulos. Que seja então, Anarquismo capitalista."

" Sim, nós mantemos que igualdade comparativa será obtida, mas pré-planejamentos, instituição, "direção" nunca poderão trazer o resultado desejado " a sociedade livre. Concordando com o argumento que qualquer planejamento é um golpe no progresso, isso é realmente algo impossível de se fazer. Pensamentos, como coisas, crescem. Não se pode pular da germinação para a árvore perfeita num momento. Nenhum sistema social pode ser instituído hoje que se aplicará as demandas do futuro; isto, sob a liberdade, se ajustará. Essa é a diferença entre o Comunismo e a cooperação. O primeiro fixa, ajusta, combina coisas, e tende a rigidez que caracteriza as conchas descartadas das sociedades passadas; a outra confia na infalível sobrevivência dos mais fortes, e o alargamento das simpatias humanas com a liberdade; a certeza de que aquela que esteja em linha com o progresso tendendo ao ideal industrial irá, num campo livre, conseguir por força de sua superior atração. Agora você deve admitir, também, que haverá sob a liberdade diferentes arranjos sociais em diferentes sociedades, alguns Comunistas, outros o completo oposto, e que a competição irá necessariamente surgir entre eles, deixando os resultados determinarem qual é o melhor, ou você deverá destruir a competição, instituir o Comunismo, negar a liberdade, e se opor ao progresso. O que o mundo precisa meu amigo, não são de novos métodos de instituir coisas, mas a abolição de restrições sob oportunidades."

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domingo, 15 de setembro de 2013

Como imprimir, confeccionar e distribuir

Formato do Arquivo

Para visualizar os zines utilize programas que suportam arquivos PDFs como Foxit, Adobe, CoolPDF ou outro de sua preferência.

Impressão
Os panfletos foram desenvolvidos para folha de papel de tamanho A4, de modo a ser dobrado ao meio. Caso possua uma impressora de modelo Duplex (impressão em ambos os lados da folha), escolha esta opção de uso. Certifique-se de que a margem de sua impressora esteja ajustada no zero.
Em impressora Duplex, imprime de forma “a virar sob borda curta”.

Se você não possui impressora que imprima em ambos os lados, faça o seguinte:

  1. Com o arquivo do panfleto aberto, clique em “imprimir”.
  2. Na caixa de diálogo de impressão, configure para imprimir em páginas de índice ímpar e confirme a impressão.
  3. Se a bandeja do equipamento alimenta a impressora retirando o papel pelo lado de baixo da pilha de papel, colete as folhas sem retirar da ordem. Porém se a bandeja alimenta retirando o papel pelo lado de cima da pilha, colete as folhas e reverta a ordem.
  4. Na maioria das impressoras é necessário colocar as páginas novamente com a face virada para trás, de modo que o topo da página fique direcionado para a entrada de alimentação da impressora (clique aqui e veja). Imprima uma página como teste para ver se não está de cabeça para baixo e só então imprima o panfleto por completo.
  5. Configure a impressão para imprimir todas as páginas.

Embora possa parecer complicado de início, com o tempo se paga o jeito.

Encadernação

Para a maioria dos zines uma simples dobra pode ser o suficiente - principalmente se você estiver imprimindo muito zine de tamanho pequeno e possui pouco tempo. Mas se puder, é bom grampear ou, caso contrário, encaderná-los. Deixa uma aparência mais profissional e ajuda a mantê-los unidos, sem perigo das folhas se espalharem no local. Uma necessidade de fato, ao se tratar de livretos com bastante páginas.

Embora você possa usar um grampeador simples com base na tentativa e erro para encadernar em toda a dobra, isso é um pouco trabalhoso e melhor seria se evitado.
A solução comum é com um grampeador do modelo "Saddle Stitch", que é como um grampeador comum porém de base comprida. Pode-se também usar serviços de encadernação prestado por pequenas lojas de artigos de escritórios que confeccionam apostilas e livros ou até mesmo utilizar serviços de gráficas.
Mas caso deseje imprimir livretos em grande número, uma boa solução é adquirir uma encadernadora. É um equipamento que pode ser encontrado em grandes lojas especializadas em produtos de escritório.

Distribuição

Não existe um número certo de local para a apresentação dos materiais. Convenções partidárias, encontros artísticos de conteúdo progressista (saraus, shows de rock e etc), feiras de livros, sebos, faculdades, protestos, bibliotecas, centros de comunidade anarquista e assim por diante. Conheça sua audiência e os busque. Um pouco de planejamento e ser respeitoso e amigável com os demais é o caminho.

É bom poder contar com panfletos e livretos prontos a serem emprestados ou doados, você poderá alcançar um amplo círculo com pequenos esforços. É normal sebos aceitarem fanzines para ser distribuídos em balcões. Caso tenha uma aparência profissional, muitos podem ser comprados pelo representante do local.
Lojas, bares e casas de shows de músicas alternativas/ underground costumam ser bem receptivas a manifestações de outros tipos de cultura underground. Por isso é comum haver distribuição de zines de conteúdo político nestes locais.

Em alguns países, existe um relativo sucesso em buscar audiência nas penitenciárias, no intuito de levar informação aos presos em conjunto com programas sociais. Afinal, quem melhor vivenciou a brutalidade estatal de frente, do qual não possui muita coisa pra ler do que eles?
Enfim, as possibilidades são infinitas.

Sua contribuição para melhorar estas instruções será bem-vinda.

sábado, 14 de setembro de 2013

Contato

O Libversiva! é um site dedicado à propaganda da filosofia política do Anarquismo Individualista e do Livre Mercado Anti-capitalista (ou livre mercado de esquerda). Nosso trabalho consiste em traduzir e criar materiais para o uso de estratégias de agit-prop e ação direta, bem como visar a colaboração de diferentes grupos pela disseminação do anarquismo individualista.
Dê-nos um um feedback e apresente seu trabalho. Se estiver de acordo com a nossa filosofia ele poderá figurar no site.




Quem somos




Houve um tempo em que menções como abolição da escravidão, sufrágio universal e fim do direito divino de governar eram consideradas idéias subversivas. Hoje estas questões não passam de meras idéias arcaicas, que soa absurda caso alguém tente resgatá-las.

Todas essas idéias visavam um só norte: a liberdade.

Embora os tempos sejam outros, a idéia da liberdade ainda continua sendo "perigosa" para boa parte da sociedade. A mera questão de que as pessoas deveriam ser livres de toda coerção e hierarquia causa estranheza para muita gente. A verdade é que a busca pela liberdade é e sempre será considerada um assunto de "perversão social e moral".

Alguém que luta pela própria secessão é alguém extremamente subversivo, pois a liberdade é subversiva.

O que é Anarquismo de Mercado de Esquerda?

Anarquismo de Mercado é a doutrina que defende que as funções legislativas, judiciárias e de segurança são injustas e ineficientes através do monopólio coercivo estatal e que tudo deveria ser inteiramente entregue às forças voluntárias e consensuais da sociedade - isto é, o mercado.

Anarquismo de Mercado visa uma sociedade em que todos os processos estruturas sociais sejam determinados através de associações e trocas inteiramente livres - não contaminada pela coerção ou poder centralizado. Sua versão esquerdista se dá pela preferência de instituições solidárias, comunitárias e de apoio mútuo.

Contudo, a preferência ideológica pela sociedade de mercado não é tão importante quanto o imperativo metodológico de descentralização, horizontalização e pluralismo político. Em uma sociedade anarquista, nem todos seriam orientados ao mercado e haveria até mesmo aqueles que iriam se opor completamente ao lucro. Enquanto pudermos concordar com o respeito mútuo, nós acolheríamos com prazer uma evolução e experimentação pacífica de diferentes modelos.